segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Parapsicólogo: Duvidar para crer

O Parapsicólogo: Duvidar para crer


O psicólogo Wellington Zangari diz que não se deve negar nem aceitar a existência de fenômenos ditos paranormais sem antes estudá-los e testá-los à luz da ciência


Edição213 - Maio de 2005
Carlos Chernij

Wellington Zangari, 40 anos, começou a se interessar pelo estudo de fenômenos paranormais ainda adolescente, aos 12 anos. Aos 15, já tinha devorado praticamente tudo o que havia de literatura sobre esse assunto em português. Hoje, é um dos maiores especialistas brasileiros em parapsicologia – ou estudos de psi, como prefere chamar. Psicólogo com mestrado em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e com doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), Zangari coordena o Inter Psi – Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência da PUC-SP (www.pesquisapsi.com). Já participou de investigações sobre diversos fenômenos supostamente paranormais. Entre os casos mais conhecidos está o da “Virgem Maria da vidraça”, em 2002. Na época, uma misteriosa mancha que surgiu na janela de uma casa na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, chamou a atenção de muitos curiosos. Para alguns, a mancha lembrava a silhueta da Virgem Maria, o que foi recebido como um milagre por vários católicos que foram visitar o local. Os laudos técnicos, no entanto, apontaram que tudo não passava de um defeito natural no vidro. Zangari também ajudou a investigar supostos poderes paranormais atribuídos ao “entortador de talheres” Thomaz Green Morton e ao cirurgião psíquico Maurício Magalhães. Nos dois casos, ele encontrou indícios de fraude.

Para Zangari, os fenômenos ditos paranormais nada têm de místico ou sobrenatural. São apenas eventos naturais que ainda não conhecemos direito e, na falta de explicação melhor, acabam caindo no terreno da religião e da superstição. Buscar essa explicação melhor e encaixá-la no resto da teoria científica é a essência da parapsicologia, afirma Zangari na entrevista a seguir:

Por que a parapsicologia, muitas vezes, é encarada com desconfiança pelos céticos?

Tradicionalmente, as pessoas relacionam parapsicologia a religião ou a terapias alternativas, embora não exista relação alguma. Isso acontece porque no Brasil há várias pessoas religiosas que se valem de conhecimentos parapsicológicos para fins como provar a ocorrência de milagres ou confirmar a existência dos espíritos. No entanto, essas duas coisas estão fora do campo de atuação da parapsicologia científica.

Qual é a ligação que existe entre a parapsicologia e a psicologia convencional?

É um ramo da psicologia como um todo, já que nós estudamos experiências humanas, como sonhar com o futuro ou ver quadros virarem nas paredes. Nós não assumimos antecipadamente a existência dessas anomalias, mas procuramos avaliar todas as experiências que apontam nessa direção.

O que é considerado uma anomalia?

É aquilo que não é totalmente conhecido ou explicável pela ciência num determinado momento histórico. Não tem nada a ver com ser sobrenatural. O objetivo do parapsicólogo é verificar até que ponto essas alegações de paranormalidade são verdadeiras e até onde elas podem ser explicadas por processos científicos.

Como saber se um fenômeno é mesmo paranormal ou se é um simples truque ou obra do acaso?

A primeira hipótese a ser eliminada é a fraude. A segunda é que seja um problema perceptivo, no qual a pessoa interpreta equivocadamente aquilo que percebe. Podem ocorrer também problemas de transtornos mentais: a pessoa vê o que não existe, o que pode ser resultado de uma doença mental. A experiência humana sempre é subjetiva. Por trás dela, pode haver um fenômeno real, mas ele só pode ser definido cientificamente de maneira experimental. Qualquer alegação de paranormalidade, por mais detalhada que seja, não dá garantia de que a possibilidade de coincidência foi eliminada. A pesquisa experimental procura produzir o fenômeno numa circunstância livre de fraudes e diminuir ao mínimo a chance de coincidências.

Já se consegue demonstrar cientificamente a ocorrência de fenômenos paranormais?

É uma polêmica que existe entre psicólogos, engenheiros e físicos, pois os resultados são flutuantes. Temos uma série de estudos experimentais, que são avaliados por meta-análises [combinação de diversos resultados de diferentes experimentos sobre o mesmo assunto]. Um exemplo são os experimentos Ganzfeld [isolamento sensorial e eletromagnético de duas pessoas em salas separadas e verificação de alguma eventual comunicação]. Os resultados obtidos estão acima do esperado por mero acaso, mas há polêmicas sobre como interpretá-los. Muitas das meta-análises são favoráveis à existência da paranormalidade, outras não. Eu considero que há mais evidências favoráveis do que não favoráveis, mas não há provas definitivas.

O fato de trabalhar com meta-análises e não conseguir descrever os mecanismos dos fenômenos não torna as explicações frágeis?

Nesse sentido, acho que toda a explicação científica é frágil. Não conhecemos totalmente os mecanismos de praticamente fenômeno nenhum. Pouco se sabe sobre certas regiões do cérebro e vários fenômenos físicos. Recentemente, Stephen Hawking esteve revisando sua teoria sobre os buracos negros. Isso mostra que não é um problema que só acontece com fenômenos anômalos, mas com todas as áreas da ciência.

O que separa os parapsicólogos dos céticos?

Parapsicólogos são céticos. Senão, assumiríamos a existência dos fenômenos em vez de utilizar metodologia científica para avaliá-los. Os que se auto-intitulam céticos geralmente negam o fenômeno antes de estudá-lo. No Brasil e no resto do mundo, temos instituições de ceticismo que não fazem outra coisa a não ser negar, já de início, a existência de determinados fenômenos. Por outro lado, existem também parapsicólogos que assumem a existência do fenômeno antes de estudá-lo, o que também é errado.

A parapsicologia tem pouco mais de um século de existência. Nesse período, afinal, o que se produziu de sólido e incontestável?

Nada. Todos os resultados são freqüentemente contestados pelos próprios pesquisadores da área. Mas muitos experimentos tiveram resultados consistentes e positivos em relação à existência da paranormalidade. Por exemplo: se não existe transmissão telepática, os sujeitos que passam por esse tipo de experimento deveriam ter um índice de acerto muito próximo de 25%. Mas a maior parte das meta-análises indica que, na média, eles são capazes de acertar 35% da vezes. Do ponto de vista estatístico, é uma diferença bastante significante. De maneira que algo além do acaso deve estar acontecendo entre a pessoa que emite e a que recebe essas informações.

Há pessoas que dizem ser capazes de desenvolver ou aprimorar habilidades paranormais em outras. Essas habilidades são adquiríveis?

Todas as pesquisas realizadas até o momento sobre aprendizagem demonstram que nenhuma técnica é eficaz para desenvolver ou mesmo para controlar essas habilidades. Isso significa que os fenômenos são espontâneos, involuntários e inconscientes, de forma que nenhuma técnica seria capaz de desenvolvê-los de maneira consistente. Não se pode afirmar que isso seja impossível, mas nenhum estudo realizado conseguiu resultados significativos.

Por que há tanto espaço para a charlatanice nos assuntos que envolvem esses fenômenos?


Porque existem pessoas que são facilmente enganáveis, que não têm um senso crítico apurado e que querem acreditar no que é aparentemente sobrenatural. É obrigação do pesquisador dessa área mostrar para o público o risco que elas correm ao acreditar ou confiar em pessoas que dizem possuir esses “poderes”. Tudo o que sabemos mostra que ninguém pode controlar essas habilidades. Então, quando alguém se diz capaz de fazê-lo quando e como quiser, é muito provável que seja uma fraude. Essa é uma dica para que as pessoas não caiam no conto-do-vigário.
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Parapsicologia e seus ramos...

Parapsicologia e seus ramos


Publicado em 14.03.2013        
Parapsicologia é uma disciplina notavelmente ampla e difícil de estudar, já que lida com o potencial desconhecido da mente humana. Até hoje, não há nenhuma maneira definitiva de provar fenômenos como a telepatia ou a telecinese, e observação de nenhuma maneira já forneceu prova inequívoca. Veja abaixo alguns dos ramos mais importantes da parapsicologia. Tenha em mente que a própria natureza dos fenômenos chamados “psi” é tal que cobrem o desconhecido, e é só por dissecção crítica podemos chegar à verdade.
10. A parapsicologia e a visualização remota, projeção da mente e clarividência

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Visualização remota é a suposta capacidade de perceber uma imagem ou item que está obscurecido da vista do espectador. No entanto, devido à falta de provas verificáveis, o conceito tem sido descartado pela comunidade científica.

 
No entanto, já houve uma época em que até mesmo o governo dos EUA se envolveu na sua investigação, como parte do Projeto Stargate, uma tentativa de encontrar uso militar e nacional para habilidades parapsicológicas. O projeto foi abandonado em 1995, com uma revisão independente observando que era “incerto” se a existência de visualização remota havia sido demonstrada. A Universidade de Princeton (EUA) procurou seguir a pesquisa onde Stargate parou, realizando experimentos com visão remota até 2007. O físico Robert L. Park, da Universidade de Maryland (EUA), crítico do projeto, disse: “Foi um constrangimento para a ciência, e eu acho uma vergonha para Princeton”.
9. A Parapsicologia e a Telepatia e leitura da mente

parapsicologia
Telepatia, como a visualização remota, depende da mente e seus poderes em potencial – mas se relaciona com a capacidade de enviar e receber ideias ou pensamentos, em vez de “ver” objetos e lugares distantes. Experimentos procuraram tornar a mente mais receptiva a esse suposto fenômeno, privando os demais sentidos (como visão e audição), enquanto o participante “envia” a informação a um destinatário escolhido. Embora alguns digam que evidências de telepatia já foram demonstradas, os críticos afirmam que o acaso, suposições e falta de ambiente à prova de som eficaz distorcem os resultados de estudos.
Dito isso, sinais elétricos da mente podem, de fato, ser interpretados através de máquinas. Pesquisas em 2012 monitoraram os sinais eletromagnéticos do cérebro de participantes em coma, e um computador pode interpretar corretamente padrões e traduzi-los em “pensamentos”.
8. Premonição: vendo o futuro

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Diversos casos alegados de precognição já foram registrados ao longo da história. Contos de videntes, adivinhos e profetas que podiam, aparentemente, ver o futuro são destaques nos mitos gregos, na Bíblia, e nas histórias e relatos de culturas em todo o mundo. Alguns dos exemplos mais famosos incluem o prenúncio das três bruxas em Macbeth e, fora da ficção, as profecias de Nostradamus.
A Sociedade de Pesquisas Psíquicas tem registrado casos de supostas premonições de eventos futuros desde o século 19. Porém, o psicólogo britânico David Marks afirmou que qualquer previsão correta de eventos pode ser explicada através da teoria de probabilidade – isto é, que uma premonição e a eventual ocorrência do episódio são mais prováveis de acontecer quanto mais observamos tais assuntos. Precognições aparentemente bem sucedidas também são mais propensas a ser lembradas do que as que falharam.
7. Psicocinese e telecinese

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Esta é a capacidade alegada de algumas pessoas de mover objetos com suas mentes. Nesta fotografia, de 1892, uma mesa estava sendo “levitada”, enquanto um pesquisador (à direita) verificava se não havia fraude. James Randi, um cético e mágico notável, é apenas uma das pessoas que têm demonstrado métodos comuns pelos quais indivíduos podem fazer objetos parecerem se mover sem contato físico. Na verdade, a Fundação Educacional James Randi oferece um prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 mi) para quem prove a telecinese e outros fenômenos parapsicológicos – um prêmio que ainda não foi reivindicado.
Enquanto muitos cientistas acreditam que a telecinese vai contra as leis básicas da física, e é, portanto, impossível, alguns postulam que a física quântica pode oferecer uma explicação. Dito isso, em 1987, uma ampla revisão feita pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos analisou 13 décadas de pesquisa e descobriu que não havia base para a crença em psicocinese.
6. Experiências de quase morte

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Aqueles que afirmam ter tido experiências de quase morte comumente relatam fenômenos tais como ver-se fora do seu próprio corpo, mover-se através do que parece ser um túnel, ou em direção a uma luz brilhante. Como aqueles que morreram não podem falar se é isso mesmo que acontece, reivindicações como estas são naturalmente mais complicadas de confirmar ou negar. Algumas pesquisas sugerem, no entanto, que tais experiências são na verdade o resultado de um mecanismo de enfrentamento adotado pelo cérebro, no qual endorfinas adicionais são liberadas. Se for este o caso, então é menos uma questão de fé, e mais uma questão bioquímica.
5. Reencarnação, vidas passadas e psicografia

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Certas culturas e crenças acreditam na reencarnação e em vidas passadas, como o hinduísmo, o espiritismo, o jainismo e o budismo, e o conceito tem até mesmo alguns seguidores islâmicos, judeus e cristãos.
A ideia da reencarnação começou a ser explorada no início de 1900 pelo psicólogo William James, na foto acima, momento em que tais teorias começaram a ser pesquisadas. Os céticos sugerem que vidas passadas podem ser atribuídas à síndrome de falsa memória ou pensamento seletivo. E como a ciência moderna não consegue capturar o processo de reencarnação em si, respostas conclusivas são difíceis, se não impossíveis de se conseguir.
Da mesma forma, é igualmente difícil coletar fortes evidências que comprovem a psicografia, capacidade atribuída a certos médiuns de escrever mensagens ditadas por espíritos.
Habilidade que ficou famosa no Brasil graças especialmente a Chico Xavier, já houve tentativas de prová-la cientificamente. Por exemplo, o pesquisador da Universidade Estadual de Londrina Carlos Augusto Perandréa estudou 400 cartas psicografadas por Xavier em transes mediúnicos utilizando as mesmas técnicas com que avalia assinaturas para bancos, polícias e o Poder Judiciário, a grafoscopia. Ele comparou a letra padrão dos indivíduos antes da morte e nas cartas psicografadas, chegando à conclusão de que todas as psicografias que estudou possuem autenticidade gráfica dos referidos mortos. Obviamente, isso não é suficiente para que seja aceita amplamente a existência de diálogo entre mortos e vivos. No entanto, a psicografia já foi utilizada no Brasil até mesmo como prova em tribunal, em pelo menos quatro casos envolvendo homicídio, de 1976 a 1982.
4. Aparições

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Fantasmas: quem nunca ouviu falar de um? Imortalizados em textos culturais que variam de Hamlet a histórias assustadoras em acampamentos, muitas vezes esses “espectros” são provados falsos. Até a BBC já exibiu um “documentário” que convenceu muitos espectadores de que aparições eram reais, mas o próprio documentário era, no entanto, totalmente encenado.
Em 2012, o site eBay proibiu a venda de itens paranormais em um esforço para proteger seus usuários, perdendo milhões de dólares em receita potencial. Às vezes, as pessoas afirmam ter capturado a essência de um espírito em imagem – como a foto famosa de 1930 mostrada acima -, mas estas aparições geralmente podem ser explicadas por flashes ou exposições duplas, entre outros fatores.
3. Interação mental direta com sistemas vivos

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O ramo da parapsicologia conhecido como “interação mental direta com sistemas vivos”, na sigla em inglês DMILS, investiga se simplesmente olhar fixamente para uma pessoa pode afetar substancialmente o seu sistema nervoso, fazendo-a sentir-se agitada ou calma. Após análise feita em experimentos parapsicólogos em 2004, pesquisadores de psicologia concluíram que poderia haver algo de verdadeiro nesta noção, mas o problema era uma falta de teoria por trás do fenômeno.
Uma técnica relacionada foi famosamente referenciada no livro e filme “Os Homens que Encaravam Cabras”, retratado em imagem acima. A história seguiu a pesquisa do Exército dos EUA em matar bodes simplesmente olhando fixamente para os animais. Outra estratégia psicológica caracterizada na história inclui a tortura de presos iraquianos por rodar o mesmo desenho em um loop.
2. Aura

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A noção de aura pode ser encontrada ao longo da história, seja na forma de um halo na arte religiosa, ou faixas de cores como as encontradas na bandeira budista, simbolizando a aura que cercava Buda quando ele atingiu a Iluminação. Em tempos mais recentes, os vários matizes aparentes em auras foram designados com qualidades diferentes. Auras laranja ocorrem quando a pessoa está animada, enquanto personalidades mais calmas tem uma aura azul. E, de acordo com alguns, as auras podem ser “limpas” através de cristais de quartzo.
Fotografia Kirlian é um método que pretende capturar auras em filme, que, se verificável, pode ser a mais forte prova de sua existência. No entanto, a investigação científica descobriu que tudo, desde a umidade de um quarto a transpiração, podem substancialmente distorcer os resultados de testes.
1. Projeto Consciência Global

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O Projeto Consciência Global (GCP, na sigla em inglês) teoriza que quando um evento que muda o mundo ocorre, os pensamentos das pessoas ao redor do globo podem influenciar geradores de números aleatórios para produzir dados mais coerentes, menos arbitrários.
Teoria originária de experiências similares realizadas pela Universidade de Princeton, o projeto visa mapear a explosão emocional da população mundial quando algo realmente épico acontece, como o 11 de Setembro na cidade de Nova York (EUA). Seus críticos, porém, dizem que os picos encontrados na análise de dados do GCP durante esse evento não provam um nexo de causalidade. [BestPsychologyDegrees]
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PARAPSICOLOGIA



A Parapsicologia tem sido muito comentada ultimamente, nos mais diversos meios de comunicação.

Muitas palestras e cursos breves são oferecidos abordando este tema.

Igualmente existem muitos cursos de formação em Parapsicologia no Brasil, dentre os quais destaca-se o curso de pós-graduação que o Instituto de Parapsicologia e Potencial Psíquico - IPAPPI, oferece em cinco estados do Brasil.

Mas por que a Parapsicologia tem chamado tanto a atenção?

A Parapsicologia é a ciência que vai estudar a fenomenologia paranormal, tão desconhecida, e começa a desvendar o que verdadeiramente se “esconde” atrás dos fenômenos paranormais, ainda tão assustadores para a maioria dos seres humanos.

E dentre as três escolas de Parapsicologia existentes no Brasil, a Escola Católica, a Escola Espírita e a Escola Científica e Independente, é essa última que vai estudar a fenomenologia paranormal independentemente de crenças, filosofias e religiões e constatar que os fenômenos paranormais não são de origem sobrenatural, produzidos por demônios, maus espíritos, almas penadas, encosto, obcessores, etc., como se pensava.

É a mente humana que, em estado de perturbação, de extrema insegurança, produz os fenômenos paranormais, e se manifestam de forma espontânea.

Diante de tal constatação uma nova e inevitável pergunta surge na mente dos estudiosos do assunto: Essa mesma mente, em estado de paz, segurança e tranqüilidade, não poderia produzir também Fenômenos Paranormais positivos?

A resposta afirmativa a tal pergunta, desencadeia um infindável estudo, agora não só dos fenômenos paranormais que ocorrem espontaneamente, mas passa a estudar o ser humano em sua abrangência maior, como filho do Universo, inserido nele, interagindo com ele, influenciando e sendo influenciado pelo todo, e corresponsável pelo meio em que vive.

Sendo a fenomenologia paranormal um potencial natural do ser humano, os estudos voltam-se para o próprio homem, até então desconhecido de si mesmo.

FENÔMENOS PARANORMAIS

Ainda nos anos de 1960, estudando para padre, nos cursos de Filosofia e Teologia, Grisa descobre os inúmeros fenômenos paranormais descritos na Bíblia. Sente-se fascinado por eles. Cursando Psicologia, temas que são mais citados que estudados, como Telepatia e Clarividência, também o seduzem.

No mesmo período descobre a Parapsicologia da Escola Católica. A combatividade de Boaventura e Quevedo contra o Espiritismo e a interpretação dos mesmos sobre a fenomenologia paranormal, despertam em Grisa mais questionamentos que respostas.

UFOS E ÓVNIS

No início dos anos de 1970, Grisa entusiasma-se com Óvnis e Ufos, mas seu espírito analítico e questionador logo sente-se desencantado, quase frustrado, por tantas estórias, mais ricas em fantasias do que alicerçadas em elementos concretos. Sua decepção maior ocorre quando, um dos mais renomados ufólogos do Brasil, general Moacir Uchoa, apresenta a tese de que os Óvnis seriam seres de outra dimensão, talvez a Quarta, ingressando em nosso espaço. Era algo etéreo demais para um Grisa que nasceu na roça e pisou a terra e no gelo com pés descalço.

MEDIUNIDADE

No final da década de 1970, Grisa descobre a Parapsicologia da Escola Espírita, fazendo grandes amigos e, mergulhando na Doutrina Espírita, vive inclusive experiências como “médium de mesa branca”.

Nessa época encontra-se também com o Esoterismo, com o Controle Mental e o Poder da Mente. Se não fosse o espírito analítico, lógico e crítico de Grisa, associado à sua forma objetiva e organizada de avaliar, dentro da ótica científica, tudo o que se apresenta, com certeza a confusão teria se instalado em sua mente. Todavia Grisa, aos poucos, vai percebendo os elementos fundamentais que unem essa aparente diversidade de pontos de vista. É ainda em 1978, que surgem os estudos que darão origem à descoberta das Personalidades Pragmática e Idealista, com os estudos correlatos de Programações de Vida Intra-Uterina e outros, os quais irão se constituir num dos pilares do atual SISTEMA GRISA.



PARAPSICOLOGIA É CIÊNCIA


Em 1980, Grisa é Diretor de Ensino do Campus Universitário Bezerra de Menezes, em Curitiba - PR. Em agosto do mesmo ano assume a direção da Faculdade de Ciências Biopsíquicas do Paraná, funcionando como Instituição de Ensino Livre, oferecendo os cursos de Parapsicologia e Yoga – em nível de graduação; e cursos de Acupuntura, Hipnose e Homeopatia – em nível de Pós-graduação.

Na implantação do Curso de Parapsicologia, uma das questões mais debatidas é:

A Parapsicologia deve ser considerada para ciência? Ou a Parapsicologia precisa encontrar seu próprio método, alicerçado no fator intuição? Esse fator intuição estar diretamente relacionado com a fenomenologia paranormal, classificada como Psi-Gama?

Nesse momento Grisa já é um apaixonado pela Parapsicologia. E percebe que ela possui todas as condições para fundamentar uma Nova Visão do Ser Humano, ainda que essa fosse mais de ordem intuitiva do que alicerçada em provas científicas.

Em 1982, aconselhado por seu oftalmologista, dá entrada ao processo de aposentadoria por invalidez, deixa o Campus Universitário Bezerra de Menezes e passa a integrar o CEDEP – Centro de Desenvolvimento de Estudos da Parapsicologia, em Florianópolis - SC, presidido pelo Parapsicólogo Edgar Schütz.

E Grisa entrega-se definitiva e profissionalmente aos estudos e à aplicação prática da Parapsicologia, do Controle Mental e do Poder da Mente. Enquanto ministra Cursos de Parapsicologia, Controle e Poder da Mente pelo Brasil, aprofunda os estudos de hipnose e de formação, desenvolvimento e estrutura da personalidade. É nesse período, de 1982 a 1984, que Grisa chega a constatações fundamentais:

1ª - Todo processo de investigação científica alicerçar-se numa pergunta: como funciona?

2ª - Toda Descoberta Científica envolve a descoberta de uma ou mais Leis que regem o funcionamento de uma realidade do Universo Físico – Químico ou da Natureza Viva.

3ª - A investigação científica não inventa Leis, identifica as que regem a realidade cósmica.

E as Leis do Universo são estáveis e perenes. Exemplos – Princípio da Alavanca, Lei da Gravidade, Pressão Atmosférica, Circulação Sangüínea...

E surge a pergunta fundamental que irá alicerçar os estudos e pesquisas científicas do SISTEMA GRISA: Como funcionam os fenômenos Paranormais? Os fenômenos Paranormais não têm origem no mundo sobrenatural ou espiritual e, sim, no Ser Humano. E a Paranormalidade é um Potencial Natural de todos os seres humanos, latente ou bloqueado nuns e desencadeado ou de desabrochado noutros.

No Ser Humano é a Mente que desencadeia a manifestação dos fenômenos Paranormais.

Paranormalidade é, pois, um potencial mental e natural do Ser Humano.

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